domingo, 1 de maio de 2011

A poesia é o que permanece...

A minha professora de Escrita Criativa passou-nos uma revista, durante a aula. Apanhei este texto lá dentro e tive de o copiar para o caderno:

"Todas as formas artísticas são declinações do amor, esse sentimento que permanece para lá da distância e da desilusão. (...) é mais fácil acreditar que nada dura do que corresponder à intensidade do que permanece. Dizemos que não podemos saber se uma obra permanecerá porque nos deixamos invadir pela cobardia e pela preguiça. (...) Não reconhecemo o génio onde ele existe, do mesmo modo que desistimos de um amor por medo que ele desapareça. (...) abandonamos para não sermos abandonados, corremos para que o tempo não nos agarre. Vivemos de efeméride em efeméride, no futuro de um passado que não ousámos habitar. (...) viajamos para não pensar. Fornicamos para evitar o susto de fazer amor. Temos medo de ser possuídos pelos fantasmas da permanência, de ficarmos presos aos seus encantos e nos perdermos - por isso não nos encontramos, e o mundo parece-nos virtual, veloz e vazio.
(...) As autoras arrastaram o passado mítico(...) para o subconsciente do tempo em que viviam e criaram o texto de um futuro que ainda não aconteceu, e que nunca terá fim - porque a poesia é o que permanece, o pó de estrelas do que aparentemente não durou." Inês pedrosa

Heartbreaking.
Sara*

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